Logo após a divulgação de que Dona Hollanda, nossa ilustre Ministra da Cultura, recebeu diárias para ir para casa, veio a contra-informação de que ela devolveria o valor. Após a divulgação, sempre dizem isto, mas a imprensa perde o interesse e o cidadão não fica sabendo se de fato houve a devolução. Fala-se das diárias. Devolução de passagem, nem pensar.
Uau! Tive um arrepio ao digitar o duplo elle. Triste llembrança.
Arrisco alguns palpites sobre o tema.
Isto de marcar viagens para o fim de semana para a cidade de origem não deve ser privilégio de Dona Hollanda, mas uma praxe generalizada. Dora Kramer comentou no Estadão que o mesmo ocorreu com os ministros Paulo Bernardo e Afonso Florence. Em favor do primeiro, comento que outro dia o encontrei em um supermercado de bairro comprando suas coisinhas, sem pompa nem circunstância. Se no Rio se vê artistas famosos, em Brasília esbarrar em alguma autoridade não é incomum. Coisas da cidade.
Quanto ao segundo, nem sabia o nome. Explico: na minha juventude, que já vai longe, saber-se os nomes de todos os ministros tinha vários motivos. Primeiro, isto era ensinado na escola. Segundo, o número de ministérios era muito menor do que o atual. Arrisco (hoje estou arriscando quase tudo) dizer era um terço dos de hoje. Terceiro, pela duração dos exercícios. A saída intempestiva, voluntária ou forçada, era incomum.
Considerando que falo dos anos de chumbo, não sei dizer se era melhor ou pior. De qualquer forma, são outros tempos e não sou daqueles que acham que antigamente tudo era melhor. Não era, mas convenhamos, temos ministérios demais.
Este tal Afonso, diz a nota, é ministro da reforma agrária. Naquele tempo, reforma agrária era coisa de subversivo, de comunistas e um ministério era algo impensável. Hoje em dia, o tema continua comandado por subversivos que invadem prédios e destroem propriedades diversas, mas apoiados por muita gente. Na gestão passada, o próprio governo não disfarçava a simpatia e consta ter enviado àquele pessoal um bom dinheiro.
Muitos ministros não entendem que a moradia dos funcionários do primeiro escalão éem Brasília. Sendoassim, viagens devem ser custeadas pelo poder público, desde que não sejam particulares.
A favor de Dona Hollanda, há que considerar que este é um assunto menor. Só se preocupa com diárias quem não está envolvido em maracutaias grandes, ou assessores zelosos de suas próprias diárias, só justificáveis se no acompanhamento da autoridade.
aDOREIIIIIIIIII!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! tEM TUA CARA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!